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20/01/2021 às 14h34min - Atualizada em 20/01/2021 às 14h34min

Covid-19: entenda como funciona a fila para aplicação da vacina no Espírito Santo

De acordo com o Plano Estadual de Imunização, mais de 270 mil pessoas devem ser imunizadas no primeiro grupo

Da Redação

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso emergencial das vacinas contra a covid-19, desenvolvidas pelo laboratório chinês Sinovac, em parceira com o Instituto Butantan, e a vacina do consórcio Astrazeneca/Oxford, em parceria com a Fiocruz, diversas dúvidas sobre quem já poderá receber as primeiras doses começaram a surgir. 

De acordo com o Plano Estadual de Imunização, mais de 270 mil pessoas devem ser imunizadas no primeiro grupo. Mas, afinal, quem terá prioridade para receber as primeiras doses no Espírito Santo? O subsecretário em Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, tirou algumas dúvidas da população.Segundo o Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, o primeiro grupo que irá receber a vacina serão os profissionais de saúde, que estão na linha de frente do combate à covid-19; pessoas com 60 anos ou mais que vivem em abrigos ou casas de repouso; pessoas com mais de 75 anos; e indígenas.

Cerca de 42 mil trabalhadores da área da ´saúde, que atuam na linha de frente ao combate do novo coronavírus, serão priorizados no Espírito Santo. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), o número representa, aproximadamente, 34% dos profissionais da área no estado.

Ao todo, a expectativa do governo do Espírito Santo é vacinar, no primeiro momento, 2.970 pessoas com mais de 60 anos que vivem em asilos ou casas de repouso. O subsecretário de Saúde explicou que, além dos idosos, os profissionais que atuam nestes locais também devem ser imunizados. "Eles têm um contato muito próximo com as pessoas que estão ali abrigadas e, também, via de regra, trabalham em mais de uma instituição. Os idosos são um grupo que tem um alto risco de adoecer e de forma grave", ressaltou.

Segundo a Secretária Estadual de Saúde, cerca de 2.790 indígenas das aldeias do Espírito Santo devem ser imunizados na primeira etapa da campanha de imunização.

Outro grupo que também será priorizado neste momento, será o de pessoas com mais de 18 anos asiladas que possuem alguma deficiência. Ao todo, cerca de 210 pessoas deste grupo devem receber as duas doses neste primeiro lote.

Os demais grupos da sociedade só devem receber a vacina após a liberação de novas doses. As 101 mil doses recebidas na segunda-feira (18), foram dividas entre os quatro grupos prioritários, garantindo a aplicação da primeira e segunda dose.

"Nós temos que guardar a segunda dose desses grupos (que estão recebendo a primeira dose neste momento). Somados, esses grupos, com as duas doses, e a reserva técnica, porque infelizmente ocorrem acidentes que precisam de reposição e isso ocorre em qualquer campanha, utilizamos todas as doses deste primeiro lote", explicou.

Segundo o subsecretário, a definição de novos grupos que serão imunizados, a quantidade de doses e quando ocorrerá a vacinação ainda é incerta. "Dependemos da liberação de novas doses", reforçou o Reblin. 
 

A fila

1ª fase
Primeiramente, serão imunizados os trabalhadores da Saúde; pessoas de 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência; pessoas com deficiência que estão em instituições de apoio; população indígena que vivem em aldeias e comunidades tradicionais ribeirinhas.

2ª fase

Na segunda fase da campanha, pessoas de 60 a 74 anos serão vacinadas

3ª fase

Posteriormente, serão vacinadas pessoas com comorbidades, como diabetes, hipertensão arterial grave, doenças pulmonar crônica, renal e cardiovascular; quem passou por transplante de órgão sólido e pessoas com anemia falciforme, câncer e obesidade grave.

Grupo não prioritário

A população em geral, que não faz parte dos grupos prioritários só irá receber a dose após o fim das três primeiras etapas. A estimativa do governo federal é que a imunização da população geral leve até 12 meses.

Menores de 18 anos, gestantes e pessoas que apresentaram reação anafilática confirmada a qualquer componente do imunizante não devem tomar a vacina.


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