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15/06/2021 às 11h39min - Atualizada em 15/06/2021 às 11h39min

Indústria e serviços impulsionam crescimento da economia do ES no primeiro trimestre

PIB capixaba registrou aumento de 1,1% segundo relatório de observação da economia apresentado pela Federação das Indústrias do Espírito Santo

Da Redação

A economia capixaba cresceu 1,1% na comparação entre o primeiro trimestre de 2021 e o quarto trimestre de 2020. O resultado, contido no relatório do Indicador de Atividade Econômica (IAE) do Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial (Ideies), foi divulgado na tarde desta segunda-feira (14) em entrevista coletiva pela Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes). 

A performance foi puxada pelos setores de serviços (+2,5%) e de indústria (+0,2%). Entre as modalidades de indústria, o destaque ficou com a indústria da transformação, que teve um aumento maior que o da média nacional. Ela cresceu 3% no primeiro trimestre de 2021, em relação ao trimestre anterior. Na mesma base de comparação, mas a nível nacional, esse segmento industrial teve retração de 0,5%.

Se comparado o mesmo período com o primeiro trimestre de 2020, ainda sem a influência plena das restrições sanitárias devido à pandemia, o crescimento capixaba da indústria de transformação fica mais evidente: ela marca 15,7%, enquanto a nacional cresceu 5,6%. 

O setor foi impulsionado pela fabricação de papel e de celulose, com aumento de 61,6% seguido pelo de minerais não metálicos (+26,6%). 

“Esse indicador é muito importante porque a indústria de transformação é chamada de 'a indústria das indústrias'. Ela é que puxa os investimentos em inovação. A Findes tem feito um esforço para impulsionar a inovação e a diversificação da economia estadual. Estamos preparando o Espírito Santo para a inovação e a tecnologia, para superarmos a dependência histórica de commodities”, explicou a presidente da entidade, Cris Samorini. 

Expectativas

O relatório do IAE foi analisado na coletiva pelo economista-chefe da Findes e diretor executivo do Ideies, Marcelo Saintive, e pela economista e gerente do Observatório da Indústria/Ideies, Marília Silva. Na análise do economista, as expectativas para os próximos meses do PIB capixaba seguem em paralelo com as do PIB do Brasil. 

"A expectativa coletada pelo boletim Focus nesta segunda-feira para o PIB do país deste ano já chega a 4,85%. Há quatro semanas, as expectativas do mercado eram de 3,45%. O mercado está vendo com otimismo a retomada da economia brasileira", apontou, enfatizando que a mesma tendência é sentida no Espírito Santo. "Estamos otimistas mas cautelosos em relação à pandemia. Numa retomada de crescimento econômico, o Espírito Santo sairá melhor que outros Estados", destacou. 

A presidente da Findes acrescentou que alguns fatores como o ritmo acelerado da vacinação contra a covid-19 no Espírito Santo, as reformas econômicas voltando para a pauta do Congresso Nacional e anúncios do governo estadual, como o do Fundo Soberano (com promessa de investimentos de R$ 250 milhões em novos empreendimentos ou empresas já existentes), podem contribuir para que resultados positivos sejam frequentes ao longo do ano. 

Comércio e serviços

No comparativo entre os setores, o de serviços em geral chama a atenção por ter avançado 2,5% nesses três primeiros meses de 2021. Apesar da pandemia, o setor cresceu com alta expressiva do comércio, com variação de 8,1%. Mesmo num cenário de alta no índice de desemprego, com consequente queda do poder aquisitivo de parte da população, a performance foi positiva.

A gerente do Observatório da Indústria/Ideies, Marília Silva analisa que isso pode ser explicado pela capacidade de reinvenção das empresas, obrigadas a transformar seus métodos de atendimento e de produção frente às restrições do coronavírus.  

"A economia vai aprendendo a lidar com novos cenários, adotando plataformas maiores como a do comércio eletrônico. O desemprego continua alto e, quando analisamos a taxa de desocupação, percebemos que grande parte do impacto dessa taxa está no setor informal que acaba não conseguindo usufruir dessa curva de aprendizado que a economia formal conseguiu", apontou.

Os técnicos, porém, enfatizaram que o mercado de trabalho será o último a sentir a gradual retomada econômica, que é esperada para o final do ano.


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