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30/11/2020 às 11h07min - Atualizada em 30/11/2020 às 11h07min

Filho de Bolsonaro intermediou reunião entre capixabas que patrocinam sua empresa e ministro

Da Redação
Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do presidente – Foto: Alan Santos/PR
 

Jair Renan Bolsonaro, o quarto filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi o articulador de uma reunião entre um patrocinador de sua empresa recém-aberta e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, de acordo com reportagem da revista “Veja”.

A revista relata que em 13 de novembro Renan esteve em uma reunião com o ministro e um grupo de empresários da Gramazini Granitos e Mármores, empresa do Espírito Santo que patrocina o negócio do filho do presidente, batizado de Bolsonaro Jr Eventos e Mídia.

Na reunião, que não constava na agenda oficial do ministro, os empresários apresentaram uma proposta de construção de casas populares de pedra, que, segundo eles, têm baixo custo. A pasta de Marinho é a responsável por tocar o programa Minha Casa, Minha Vida.

À “Veja”, o presidente da empresa capixaba, John Lucas Thomazini, afirmou que foi Renan quem levou o projeto ao pai, que o encaminhou para o MDR. O ministério, por sua vez, confirmou à revista que o pedido de audiência foi feito pelo gabinete da Presidência, por meio de Joel Fonseca, assessor especial de Jair Bolsonaro, que também estava na reunião.

À “Veja”, o presidente da empresa capixaba, John Lucas Thomazini, afirmou que foi Renan quem levou o projeto ao pai, que o encaminhou para o MDR. O ministério, por sua vez, confirmou à revista que o pedido de audiência foi feito pelo gabinete da Presidência, por meio de Joel Fonseca, assessor especial de Jair Bolsonaro, que também estava na reunião.

Em relação à presença de Renan no encontro, a pasta informou que o filho do presidente “participou na qualidade de ouvinte e por acreditar que o sistema construtivo teria potencial de reduzir custos para a União”.

Além da empresa capixaba, Renan tem entre os patrocinadores do seus negócio o advogado Luís Felipe Belmonte, suplente de senador e um dos dirigentes do Aliança pelo Brasil, partido político que o presidente tenta criar.


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