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18/06/2020 às 15h45min - Atualizada em 18/06/2020 às 15h45min

Como investir em 2020?

Da Redação

O professor da FUCAPE, Fernando Galdi aponta que vivemos em um momento econômico único na história.

"De uma maneira mais ampla, é interessante observar que vivemos em um período de deflação, onde os preços estão se retraindo. Vivemos um momento de taxa de juros baixa. A taxa Selic está num patamar de 3% ao ano, um patamar histórico. É o momento de juros real mais baixo da história. Os juros estão muito baixos, em relação ao que era antes", disse.

Wagner Varejão, sócio da Vertice Investimentos, esse cenário de juros baixos gera mudanças profundas no modo do brasileiro investir. “Definitivamente, acho que a poupança já está ultrapassada. Temos o Tesouro Selic, um ativo que é tão líquido quanto, ou talvez ainda mais. A poupança precisa esperar fazer aniversário para rentabilizar. A Selic rentabiliza todo dia e com um dia útil já se tem resgate em sua conta. Hoje não faz sentido ter dinheiro na poupança", disse Wagner Varejão.

Nesse sentido, Galdi avalia que os juros devem aumentar em um futuro breve mas não devem retornar aos patamares anteriores, de dois dígitos. Assim, para o investidor que quer rentabilizar seu patrimônio, a chave é buscar colocar ativos de maior risco na carteira.

"Investidores precisam adicionar investimentos com mais risco, mas que entreguem maior rentabilidade. Temos opções na renda fixa, como debêntures e na renda variável, como ações e até opções, câmbio (forex) e criptomoedas para quem tem maior apetite ao risco”.

Wagner confirma esse movimento e afirma que, durante a crise, se surpreendeu com o volume de recursos direcionado a investimentos de risco.

"Registramos um fluxo positivo para ativos de risco por parte das pessoas físicas durante as recentes quedas da bolsa. Pouquíssimos investidores de desfizeram de posições na queda e muitos aumentaram o capital investido, aproveitando oportunidades. É um sinal claro do amadurecimento da população com relação à educação financeira e investimentos", finaliza o economista.


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